Propostas em detalhe
O que eu quero fazer na Assembleia, com o dinheiro de onde vem e a lei que sustenta.
Um deputado estadual faz três coisas: lei, orçamento e fiscalização. Tudo o que está nesta página cabe nessas três. Onde existe um programa que já funciona, eu não invento outro com nome novo: eu fortaleço, corrijo e dou lei ao que está abaixo do potencial.
Como eu penso proposta
Antes de discutir a pintura do teto, alguém tem que ver se a obra tem base.
Saúde · Quem vive, sabe
Diabetes como política pública de verdade, com pesquisa paranaense por trás.
Tipo 1, tipo 2 e o que a ciência chama de "tipo 3". Três eixos: tratar melhor, pesquisar aqui e ligar a universidade ao SUS. Tudo ancorado na Política Estadual da Pessoa com Diabetes, que já é lei no Paraná desde 2012.
Assistência integral e tratamento moderno
Tipo 1: autonomia e menos emergência
- Sensor contínuo de glicose no SUS, de forma gradual, para crianças, adolescentes e gestantes com diabetes tipo 1. Menos hipoglicemia grave, menos internação.
- Insulinas modernas e insumo certo: fluxo contínuo de análogos de insulina basal e ultrarrápida, agulhas e lancetas do calibre adequado.
- Polos de educação em diabetes na atenção primária, com enfermagem, nutrição, endocrinologia e psicologia, inclusive contagem de carboidratos.
Tipo 2: controle e proteção do coração e dos rins
- Remédios que protegem coração e rim (inibidores de SGLT2 e análogos de GLP-1) incorporados ao SUS de forma criteriosa para quem tem alto risco cardiovascular ou doença renal.
- Pé diabético: sala de exame preventivo dos pés e curativo avançado na unidade básica.
- Retinopatia: teleoftalmologia e câmera portátil de fundo de olho com triagem automática, para diagnóstico precoce no interior.
- Mudança de estilo de vida com educação física e nutrição na atenção primária, para manejo e remissão em estágio inicial.
"Tipo 3": o cérebro também sente
A literatura científica usa "diabetes tipo 3" para descrever a resistência à insulina no cérebro e sua relação com declínio cognitivo e Alzheimer.
- Rastreamento cognitivo periódico para quem tem diabetes há muito tempo ou com descontrole severo.
- Intervenções integradas: controle glicêmico, dieta anti-inflamatória, reabilitação neurofuncional.
Tratamento novo a custo menor
- Produção pública e biossimilares: parcerias de desenvolvimento produtivo com laboratórios públicos para insulina moderna mais barata.
- Formulações acessíveis com evidência: fitoterápicos e adjuvantes padronizados, validados e distribuídos pelo SUS só com respaldo científico.
Pesquisa feita no Paraná, com a Fundação Araucária
Um arranjo de pesquisa só para diabetes
Criação do NAPI Diabetes e Doenças Metabólicas (Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação), juntando universidades estaduais, federais e hospitais de ensino, laboratórios de biologia molecular, centros de tecnologia com inteligência artificial para triagem e ambulatórios de especialidade.
Editais temáticos para o SUS
- Linha A, biotecnologia e farmacologia: novos compostos, biossimilares, resistência à insulina.
- Linha B, dispositivos: sensor de glicose de baixo custo feito aqui e aplicativo público de autocuidado e dose de insulina.
- Linha C, epidemiologia: custo e impacto de cada tecnologia no SUS regional.
Gente ficando no Paraná
- Bolsas de pós-doutorado e fixação de jovens doutores em endocrinologia, neurociência e saúde coletiva nas universidades paranaenses.
- Iniciação científica em saúde pública ligando a graduação às redes municipais.
Universidade dentro do SUS
Três pontes
- Hospitais universitários como referência de alta complexidade em diabetes avançado e complicações neurovasculares.
- Teleconsultoria universitária: endocrinologista e pesquisador dando suporte à equipe de Saúde da Família do interior.
- Observatório Regional de Doenças Metabólicas: base de dados para decidir orçamento com evidência.
De onde vem o dinheiro
Edital conjunto SESA e Fundação Araucária, ciclo de 3 anos, nos moldes do PPSUS.
- Fundo Paraná (Fundação Araucária / SETI): R$ 12 milhões
- Fundo Estadual de Saúde (SESA-PR): R$ 8 milhões
- PPSUS (Ministério da Saúde e CNPq): R$ 5 milhões
- 40% para tecnologia e insumo acessível · 30% para epidemiologia e tipo 3 · 30% para bolsas e o NAPI
Metas para cobrar
- 10 bolsas de pós-doutorado, 30 de mestrado e doutorado, 100 de iniciação científica
- No mínimo 15 projetos de pesquisa multicêntricos
- 1.000 profissionais da atenção primária treinados
- Ao menos 2 patentes ou registros de software
- 15% menos internações por cetoacidose e amputações por pé diabético nos municípios-alvo
- Rastreamento cognitivo piloto em 3 polos regionais
Onde isso se apoia: Constituição do Paraná, arts. 204 e 205 (2% da receita tributária para o Fundo Paraná) · Lei Estadual 17.069/2012 (Política Estadual de Atenção Integral à Pessoa com Diabetes) · Lei Estadual 12.020/1998 (Fundação Araucária) · Lei Federal 11.347/2006 (insumos gratuitos a quem tem diabetes) · Lei 8.080/1990, art. 19-Q (incorporação de tecnologia com evidência) · Lei 10.973/2004 (Inovação). Referências: São Paulo (Lei 10.782/2001) e Minas Gerais (Lei 18.331/2009).
Cultura · Cultura é trabalho
Os 399 municípios já entraram no Sistema Nacional de Cultura. Agora o fundo precisa ter dinheiro de verdade.
Em julho de 2026 o Paraná virou o primeiro estado do país com 100% dos municípios no Sistema Nacional de Cultura. Aderir foi a primeira etapa. O desafio agora é fazer o tripé, Conselho, Fundo e Plano, funcionar com orçamento ativo em cada prefeitura.
Da adesão à execução: dinheiro que sai do papel
Painel público de efetividade do SNC
- Painel na Secretaria de Estado da Cultura que vai além de conferir se o Fundo Municipal existe: mostra se há previsão na lei orçamentária do município, se o recurso foi empenhado e liquidado, e se há contingenciamento.
- Ranking anual regionalizado de execução do Fundo Municipal, cruzando o sistema estadual de indicadores culturais com os repasses federais da Política Aldir Blanc, para dirigir assistência técnica a quem executa menos.
- Acompanhamento pelos Núcleos Regionais de Cultura nas oito macrorregiões para que adesão vire Conselho, Fundo e Plano funcionando.
Apoio técnico e jurídico para prefeitura pequena
- Consultoria itinerante vinculada aos Núcleos Regionais para ajudar município pequeno a escrever edital, chamamento e prestação de contas.
- Manuais de segurança jurídica: modelos de edital, termo de fomento e parecer, compatíveis com a nova Lei de Licitações e a Lei Paulo Gustavo, para destravar fundo parado por medo do Tribunal de Contas.
- Capacitação continuada de gestores municipais, em parceria com o TCE-PR e a Escola de Gestão Pública.
Universidade, escola e Fundação Araucária
Extensão como política de Estado
- Residências e formação artística comunitária usando as universidades estaduais vocacionadas às artes (UNESPAR e outras), levando oficina, técnica e mostra para fora dos grandes centros.
- NAPI Cultura, Patrimônio e Economia Criativa na Fundação Araucária, com universidades, museus e a Secretaria de Cultura.
Ensino médio com arte de verdade
- Editais temáticos de pesquisa em arte-educação, nos moldes do PIBIC e do PIBEX.
- Ao menos um itinerário formativo imersivo em artes por Núcleo Regional de Educação, dentro da BNCC.
- Iniciação científica em cultura (PIBIC-Cultura) ligando graduação a projetos de patrimônio, museologia e economia criativa no interior.
Quem pesquisa cultura fica no Paraná
- Bolsas de pós-doutorado e fixação de jovens doutores em museologia, patrimônio, artes e economia criativa.
- Teleconsultoria cultural do Sistema Estadual de Museus para as equipes do interior.
Fomento, editais e um PROFICE que não asfixia
Teto que acompanha a inflação
- Reajuste automático e periódico dos módulos financeiros do PROFICE e dos editais estaduais. Exigência cresce todo ano; o teto não pode ficar congelado.
- Faixas intermediárias de módulo, para diminuir a distância entre o projeto pequeno e o grande.
Fiscalização que orienta antes de punir
- Parecer técnico prévio e prazo para corrigir pendência antes de abrir glosa.
- Manuais simplificados e oficina obrigatória de execução financeira para quem foi aprovado no PROFICE, na Lei Paulo Gustavo e na Aldir Blanc.
- Um sistema só (SIC.Cultura) para inscrição, análise, prestação de contas e monitoramento.
Equipamentos culturais e quem trabalha neles
Espaços com potencial
- TV Educativa como vitrine permanente dos projetos do PROFICE, da Aldir Blanc e da Fundação Araucária.
- Museu Paranaense e MAC-PR: manutenção contínua, reserva técnica moderna e acessibilidade, dando continuidade ao restauro do casarão de 1928.
- Sistema Estadual de Museus: laboratório de conservação compartilhado entre os museus do Estado.
Plano de valorização do servidor da cultura
- Infraestrutura física e tecnológica dos ambientes de trabalho, inclusive nos Núcleos Regionais.
- Capacitação permanente e carreira técnica para historiadores, museólogos, produtores e analistas de projeto.
- Mais analistas de projeto nos Núcleos Regionais, para que o avanço não dependa de esforço não remunerado.
De onde vem o dinheiro
Recursos novos e articulados em 3 anos, além do que PROFICE e Aldir Blanc já movimentam.
- Fundo Paraná (Fundação Araucária / SETI), NAPI Cultura e bolsas: R$ 8 milhões
- Fundo Estadual de Cultura (FEC / PROFICE), reajuste e novas faixas: R$ 6 milhões
- Contrapartida de gestão da Secretaria de Cultura, painel, consultoria e capacitação: R$ 4 milhões
Metas para cobrar
- Pelo menos 90% dos municípios com Fundo de Cultura executando de verdade na lei orçamentária
- Consultoria jurídica itinerante em no mínimo 150 municípios
- 10 bolsas de pós-doutorado, 20 de mestrado e doutorado, 80 de iniciação científica
- Itinerário de artes em ao menos uma escola por Núcleo Regional de Educação
- 2 novas faixas de financiamento no PROFICE e 30% menos tempo na análise de prestação de contas
- 500 gestores e técnicos municipais capacitados
Onde isso se apoia: Constituição Federal, art. 216-A (Sistema Nacional de Cultura) · Lei 12.343/2010 (Plano Nacional de Cultura) · Lei Complementar 195/2022 (Paulo Gustavo) · Lei 14.399/2022 (Política Nacional Aldir Blanc) · Lei 14.133/2021 (Licitações) · Lei Estadual 17.043/2011 (PROFICE e Fundo Estadual de Cultura) · Lei Estadual 19.135/2017 (Plano Estadual de Cultura) · Lei Complementar Estadual 251/2023 (Fundação Araucária) · Lei Estadual 18.451/2015 (Nota Paraná).
Outras pautas · O Paraná precisa ser mais
Treze propostas, e em quase todas a resposta é a mesma: já existe, precisa funcionar.
Cada uma passou por uma análise técnico-legislativa: o que o Estado já tem, onde trava e qual é o instrumento certo na Assembleia. Sem programa de prateleira.
Ônibus de Curitiba e da região conversando entre si
Bilhete único metropolitano real
Faixas exclusivas além de Curitiba
Frota sustentável
Quem cuida da gente também precisa de cuidado, e a comunidade precisa ser ouvida
Saúde de quem faz segurança
Policiamento de proximidade
Noite segura
Inteligência integrada e luz nas praças
Adaptar cidade, apoiar quem planta e proteger a Mata Atlântica
Paraná Resiliente
Agricultura viva
Mata Atlântica e corredores ecológicos
Diálogo constante, com as portas que a Assembleia já tem
Plenárias regionais
Emendas decididas pela população
Conselho temático de mandato
Nada aqui é promessa de milagre. É lei, orçamento e fiscalização.
Se você quer conferir a fonte de cada número ou cobrar uma meta, escreva. As propostas completas, com a fundamentação legal, estão com a campanha.
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